sexta-feira, 14 de setembro de 2018

Tallinn e Maputo ao "virar da esquina"

 A Graça tem o “péssimo”  hábito de ir por esse mundo fora à descoberta do belo e do bonito ( não digo do perfeito …) e encanta-se com o que os seus olhos vêm. Vai daí, passa a palavra do seu contentamento e eu, “confrade” nos RiTuAiS da amizade, leio e vejo…
Isto é coisa antiga: já em 2007 (?) alinhavei um texto onde dava  conta das minhas “invejas miudinhas”
(https://ritualmente.blogspot.com/2007/08/emoo-de-ter-inveja.html). Agora, depois da viagem a uma das minhas “pátrias” (Moçambique) “usou e abusou” das saudades e isso  não se faz a quem lhe quer bem (também) pelas memórias  dos RiTuAiS passados.
… leiam um excerto do texto, escrito em 2007,  e digam se tenho, ou não, razão  quando “assumo  a (minha) emoção de ter inveja”:
(…) falava de férias e da inveja que me corrói as entranhas pelo gozo com que os meus amigos ostentam o tom moreno trazido da praia, que para mim é uma chatice: areia em demasia, água salgada, ondas revoltas, sol, muito sol… calor! Praia de jeito é a que tem esplanadas, mesas e cadeiras confortáveis, cervejinhas bem frescas, e, já agora, uns camarões grelhados para desenjoar da bebida; se houver mar calmo e o reflexo da lua nas águas vier acompanhado do romantismo de companhia agradável e gentil, tanto melhor……
Recordo que o ano passado, por esta altura, sofri da mesma maleita; dados os factos passados e presentes, acho que sou portador de um “vírus crónico” que não se dá nada bem com este tempo… de férias.
-“Hoje estou em Tallinn (capital da Estónia)” e estou a adorar… –
 escreve(u) a Graça, para me “irritar”- só pode (...).
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Maputo: imagens de Graça Cardoso



quinta-feira, 26 de julho de 2018

RiTuAL BAR - a "Oriente de Coja"

Recordar os tempos do meu tempo do RiTuAL BAR é um exercício dolorido. 
Na época, a cidade de Oliveira do Hospital desfrutava com prazer noites diferentes, únicas. 
A assunção pública de determinada postura filosófica, renascida a "Oriente de Coja", trouxe ao espaço figuras ilustres da cultura que, de forma direta, ou não, patrocinaram momentos inesquecíveis - da música à poesia, da pintura às letras, dos debates cívicos às tertúlias mais comezinhas.
As imagens que trago à primeira página deste RiTuAl fazem parte de mim, apaixonado como eu era (e assim continuo...) pelas pessoas...

O RiTuAl BAR, além de "copos", servia outros pretextos para dois dedos de conversa...

quarta-feira, 25 de julho de 2018

A noite adormeceu tarde, nostálgica

"Ritualistas" reunidos em jantar de saudade na EXPOH 2018 - Feira Regional de 
Oliveira do Hospital


Alguns dos amigos (e clientes…) do RiTuAL Bar de outros tempos juntaram-se num jantar de saudade, como tem sido hábito nos últimos anos. Desfilaram memórias, contaram-se estórias, recordaram-se “ritualistas” que já partiram para “parte incerta”, como o professor Sérgio, e a noite adormeceu tarde, nostálgica…
À mesa, a Graça e o André, eu e a Lurdes, novo membro da “família” por adoção plena, que do RiTuAL apenas conhece momentos fotográficos que lhe deixam “água na boca”…
Anotadas as ausências da Ângela e da Maria João, sujeitas a “castigo”, como é da praxe, que será “cobrado” depois das férias com um jantar caseiro a decidir – quando, Ângela? 
Se a EXPOH é o local ideal para reencontrar amigos, o RiTuAL, no caso, é pretexto para abraços cordiais e conversas de ocasião, como aconteceu com o Prof. Alexandrino (presidente da câmara), Nuno Oliveira (presidente da junta), Luís Antero (músico, radialista e autor do programa “Xisto Sonoro”), Liliana Lopes, (jornalista da Rádio Boa Nova) o casal Dilia / José Carlos, e mais uma “mão cheia” de outros “ritualistas” de quem a (minha) memória (já) não recorda os nomes próprios…
… Ao longe, avistei o Francisco Rolo, amigo dileto, vereador da câmara.
Remata-se o texto com  um lauto festim de “princesinhas”… "à RiTuAL”.

"Princesinhas" ... "à RiTuAl"

André e Ricardo - "mestres ritualistas"


segunda-feira, 25 de junho de 2018

“Discurso do Método”

Em pensamento, descrevo sentimentos - oculto as palavras que nada acrescentam à doce companhia do silêncio. O muito bem-querer é o bastante para entender o amor - quando existe e se faz anunciar no sorriso cúmplice  do segredo do secreto. 
- “Penso, logo existo” – Descartes.
… Penso, logo é evidente que é em ti que penso.
*
Faço do “Discurso do Método” (Descartes) livro de cabeceira

terça-feira, 19 de junho de 2018

“… e foram felizes para sempre”


Existem estórias (de amor) cujos relatos nem sempre têm um final feliz: “Tristão e Isolda”, de autor desconhecido do século XII (?), ou “Romeu e Julieta”, de William Shakespeare, são disso exemplos.
Felizmente, tal não aconteceu, em 1945, ao casal Albertina e Dionídio, então residentes em Meda de Mouros, perto do meu sítio ( ler aqui:
Sei de outra estória, feita de  sonhos e suspiros, vivida nas redondezas de determinado ideal  feminino,  que justifica letra de forma aligeirada.
Diz quem sabe do secreto e silencioso amor platónico, partilhado no anonimato dos intervenientes, que um cavalheiro teceu com sorrisos gentis e delicadas palavras de ocasião junto de certa dama - galanteios, sim, mas sem a pujança mental de quem alimentava sonhos, igualmente secretos:
- “Era capaz de voltar a aprender a amar”, ou …
- “Levava-me ao altar”, ou …
-“Com ela, envelhecia de mão dada”.
Seriam estes os contornos da sua imaginação fértil?
Durante décadas, o tempo acentuou o rosto da senhora com suaves traços de beleza impar. Serena, continua a despertar atenções, embora se diga que, em tempos idos, sim - a sua adolescente beleza, de tão rara, cativava galanteadores  Fred(s) Astaire (s) de “trazer por casa” entre passos e volteios nos salões de dança.
Passaram-se longos tempos - mais de mil dias! - de silêncios alternados com sorrisos gentis e palavras de ocasião - galanteios, sim, mas sem a pujança mental de quem se alimentava de sonhos...
*
 O cavalheiro e a dama, entretanto,  reclamam para si uma estória com  final semelhante  ao romance (verdadeiro) de Albertina e Dionídio - o oposto   de Romeu e Julieta e Tristão e Isolda.
- “… e foram felizes para sempre”!
- “Amém”.